DOZE 'CONSELHOS' PARA TER UM INFARTO FELIZDr.
Ernesto Artur - Cardiologista
"Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente. Então, se quiser infartar:
1.Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.
2.Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.
3.Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.
4.Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.
5.Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.
6.Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.
7.Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.
8.Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro , enferruja!!. .rs)
9.Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
10.Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.11.Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.12.E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens..."
Agora que você já sabe o que fazer para conseguir um infarto, e sabe também, a partir disso, o que fazer para evitá-lo (subentende-se), veja como proceder em casos de:
ATAQUES DE CORAÇÃO
Uma nota importante sobre os ataques cardíacos... Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo(direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquantodormiam, não se levantaram. Mas a dor no peito, pode acordá-lo dumsono profundo.Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. NÃO SE DEITE !!!!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Deuses
Todo mundo que curte RPG, quadrinhos ou mesmo história em geral sempre teve uma certa curiosidade em saber um pouco mais sobre personagens históricos. Bom, depois que meu amigo Ivo perguntou quem seria o tal Loki que emprestou seu nome a um game para PC, resolvi colocar alguns desses deuses aqui para conecermos melhor.


Odin - Esse cara é o principal deus da mitologia nórdica, é uma mistura de sueco com dinamarquês e islandês, uma salada só. Odin é apaixonado pelas batalhas além de ser o mais velho e sábio entre os deuses. Possui apenas um olho bom e carrega em cada um dos ombros um corvo chamados Huggin e Munnim, que representam o pensamento e a memória respectivamente.
Bragi - Odin teve um filho com uma gigante, sabe-se lá como conseguiu, e dessa aventura rolou Bragi (talvez por imaginar "que fique com a braguilha fechada na próxima vez"). Ele é um tipo de porta-voz e mensageiro dos deuses.
Skadi - esta deusa foi para Asgad para vingar a morte do seu pai, um gigante (que tara desse povo). Temendo um confronto, os deuses colocaram os olhos de seu pai como estrelas no céu e ainda ofereceram um maridão: Njord.
Njord - Além de ter que lavar, passar e cozinhar para a deusa braba, Njord é protetor dos navegadores (embarcações, não internet), passou a viver em Asgard. Dizem que quem o adora navega tranquilo por qualquer mar.

Thor - Deus do trovão, divide o título entre a população com Raiden de Mortal Kombat, é filho de Odin com a deusa Fjorgyn (mas que deus mais safadinho). Tem um martelo como arma e é o grande guerreiro dos deuses.

Loki - O grande metiroso dos Deuses. É parte gigante, parte deus, é irmão de Thor, irmão adotivo de Odin, vai saber o que é verdade nesse rolo todo. O cara é mal, mas é o ponto de equilibrio dos Deuses.
Freyr - É o deus da abundância, decide quando chove, dá fartura aos frutos, e é o cara da paz e prosperidade. Possui um barco que é capaz de carregar todos os deuses (mas eles não voam?).
Freya - Irmão de Freyr, é a deusa do amor e da luxúria, uma mulher sensual. Adora magia e feitiçaria, pode se transformar em pássaro (pousa na minha janela passarinho) e viajar ao mundo dos mortos para trazer profecias (pensando bem, pousa não).
Frigg - Mulher de Odin (quantas são já?), veste um manto que mais parece uma grande nuvem, mas assume cores variadas de acordo com seu humor (imagina só a cor quando ela descobrir que Odin já papou uma gigante) e é a deusa da fertilidade. Era invocada pelas mulheres em trabalho de parto.
Tyr - Filho de Odin e Frigg, é forçudo e corajoso, come croquete de rodoviária com maionese caseira, lider dos deuses em batalhas. sacrificou uma de suas mãos para o lobo Fenrir para manter a paz entre os deuses após uma briga das grandes.
Balder - Outro filho do casal power, é considerado o mais belo, misericordioso e justo. espalha a paz por onde vai, é o mais popular e o maior alvo das intrigas de Loki.
Forseti - Deus da justiça e filho de Balder. É um tipo de árbitro entre as disputas de deuses e humanos. Nunca falhou em um acordo. Consegue falar por horas e horas (pior que o Fidel Castro) e sempre convence pelo cansaço.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Tooooooooco!!!
Homem tem cada cantada trash. Se a garota se deixar levar, sinto muito, é por que o cara deve ser do $$$$$. Kakakakaka. Mas se o sujeito for inconveniente e duro, olha aqui um pequeno "manual de sobrevivencia ao xavequeiro"
Cantada: Como eu queria ser esse sorvete!
Resposta: Além de ser fresco, quer ter o pau enfiado no rabo também?
Cantada: Se beleza desse cadeia você pegaria prisão perpétua.
Resposta: Se feíura fosse crime, você pegaria pena de morte.
Cantada: Gata, você é linda demais, só tem um problema: a sua boca tá muito longe da minha!
Resposta: Questão de higiene (boa!!!)
Cantada: Qual o caminho mais rápido pra chegar no seu coração?
Resposta: Cirurgia plástica, lavagem cerebral e uns 3 meses de malhação.
Cantada: Você é a mais bela das belas das flores, uma rosa. Quer florescer no meu jardim ?
Resposta: Eu vou morrer de sede com o tamanho do seu regador (nooooooossa!!!)
Cantada: Eu não acreditava em amor a primeira vista. Mas quando te vi mudeide idéia.
Resposta: Que coincidência! Eu não acreditava em assombração.
Cantada: Você tem uma boca! Deve ter um gostinho... Posso provar?
Resposta: Pode... (cospe no chão e vira as costas)
Cantada: Se tivesse uma mãe como você mamaria até os 30 anos.
Resposta: Se eu tivesse um filho como você mandava pro circo!
Cantada: Nossa, não sabia que boneca andava!
Resposta: E eu não sabia que macaco falava!
Cantada: Oi, o cachorrinho tem telefone?
Resposta: Tem, porque? Sua mãe tá no cio? (THE BEST!!!)
Cantada: Este lugar está vago?
Resposta: Está, e este aqui onde estou também vai ficar se você se sentar aí.
Cantada: Então, o que você faz da vida?
Resposta: Eu sou travesti. (Não tente com o Ronaldo, se bem que ele tem $$)
Cantada: Será que eu já não te vi em algum lugar?
Resposta: Claro! Eu sou a recepcionista da clínica de doenças venéreas...não se lembra? (essa foi foda)
Cantada: A gente já não se encontrou em algum lugar antes?
Resposta: Já e é exatamente por isso que eu não vou mais lá (Boooooooa!)
Cantada: A gente vai para a sua casa ou para a minha?
Resposta: Os dois. Você vai para a sua casa e eu vou para a minha.
Cantada: Eu queria te ligar, qual é o seu telefone?
Resposta: Está na lista.
Réplica: Mas eu não sei o seu nome.
Tréplica: Também está na lista, na frente do telefone.
Cantada: Ora, vamos parar com isso, nós dois estamos aqui nesta boate pelo mesmo motivo.
Resposta: É, pra pegar mulher... (Olha o cara...)
Cantada: Eu quero me dar por completo pra você.
Resposta: Sinto muito, eu não aceito esmola.
Cantada: Se eu pudesse te ver nua, eu morreria feliz.
Resposta: Se eu pudesse te ver nu, eu morreria de rir.
Cantada: Está procurando boa companhia?
Resposta: Estou, mas com você por perto vai ficar muito mais difícil encontrar.
Cantada: Como eu queria ser esse sorvete!
Resposta: Além de ser fresco, quer ter o pau enfiado no rabo também?
Cantada: Se beleza desse cadeia você pegaria prisão perpétua.
Resposta: Se feíura fosse crime, você pegaria pena de morte.
Cantada: Gata, você é linda demais, só tem um problema: a sua boca tá muito longe da minha!
Resposta: Questão de higiene (boa!!!)
Cantada: Qual o caminho mais rápido pra chegar no seu coração?
Resposta: Cirurgia plástica, lavagem cerebral e uns 3 meses de malhação.
Cantada: Você é a mais bela das belas das flores, uma rosa. Quer florescer no meu jardim ?
Resposta: Eu vou morrer de sede com o tamanho do seu regador (nooooooossa!!!)
Cantada: Eu não acreditava em amor a primeira vista. Mas quando te vi mudeide idéia.
Resposta: Que coincidência! Eu não acreditava em assombração.
Cantada: Você tem uma boca! Deve ter um gostinho... Posso provar?
Resposta: Pode... (cospe no chão e vira as costas)
Cantada: Se tivesse uma mãe como você mamaria até os 30 anos.
Resposta: Se eu tivesse um filho como você mandava pro circo!
Cantada: Nossa, não sabia que boneca andava!
Resposta: E eu não sabia que macaco falava!
Cantada: Oi, o cachorrinho tem telefone?
Resposta: Tem, porque? Sua mãe tá no cio? (THE BEST!!!)
Cantada: Este lugar está vago?
Resposta: Está, e este aqui onde estou também vai ficar se você se sentar aí.
Cantada: Então, o que você faz da vida?
Resposta: Eu sou travesti. (Não tente com o Ronaldo, se bem que ele tem $$)
Cantada: Será que eu já não te vi em algum lugar?
Resposta: Claro! Eu sou a recepcionista da clínica de doenças venéreas...não se lembra? (essa foi foda)
Cantada: A gente já não se encontrou em algum lugar antes?
Resposta: Já e é exatamente por isso que eu não vou mais lá (Boooooooa!)
Cantada: A gente vai para a sua casa ou para a minha?
Resposta: Os dois. Você vai para a sua casa e eu vou para a minha.
Cantada: Eu queria te ligar, qual é o seu telefone?
Resposta: Está na lista.
Réplica: Mas eu não sei o seu nome.
Tréplica: Também está na lista, na frente do telefone.
Cantada: Ora, vamos parar com isso, nós dois estamos aqui nesta boate pelo mesmo motivo.
Resposta: É, pra pegar mulher... (Olha o cara...)
Cantada: Eu quero me dar por completo pra você.
Resposta: Sinto muito, eu não aceito esmola.
Cantada: Se eu pudesse te ver nua, eu morreria feliz.
Resposta: Se eu pudesse te ver nu, eu morreria de rir.
Cantada: Está procurando boa companhia?
Resposta: Estou, mas com você por perto vai ficar muito mais difícil encontrar.
Artes dramaticas
Quem diria que um dia eu estaria cursando artes dramáticas? Não sei dizer se um dia serei um bom ator pelo menos, mas vale a experiência das aulas. A pequena grande mestre Josy já me ensinou mmais sobre o teatro asiático do que eu imaginei um dia. Senti falta apenas da boa Ópera de Pequim, onde estudou meu maior idolo por 10 anos. Jackie Chan. TUdo bem, é umA escola mais circense, mas não deixa de ser arte não é mesmo?
A outra mestre Etiene, responsável pela aula que envolve o uso da voz, me tirou um peso das costas ao afirmar que todos acham estranho o som da propria voz quando transmitida por algum aparelho eletronico. Isso fez de mim um ser humanomais feliz. Rs.
Por ultimo conheci um grande palhaço, no bom sentido, um profissional da area. O Bocão faz de tudo, malabarismo, mágica, piadas e tudo mais. Carinha surpreendente.
Sayonara.
A outra mestre Etiene, responsável pela aula que envolve o uso da voz, me tirou um peso das costas ao afirmar que todos acham estranho o som da propria voz quando transmitida por algum aparelho eletronico. Isso fez de mim um ser humanomais feliz. Rs.
Por ultimo conheci um grande palhaço, no bom sentido, um profissional da area. O Bocão faz de tudo, malabarismo, mágica, piadas e tudo mais. Carinha surpreendente.
Sayonara.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
A banalização do jornalismo
Na semana passada alguns universitários invadiram a câmara dos vereadores de Araçatuba para protestar a favor da exigência do diploma de jornalismo para exercer a profissão. Foi uma iniciativa muito boa mesmo. Mas será que só isso basta?
Navegando contra a maré estão os veículos de comunicação. Não é raro encontrar artigos e mais artigos escritos por profissionais de diversas áreas nos vários veículos de comunicação impresso. A justificativa é que aquele profissional é formado em sua área de atuação e nada mais sensato que ele escreva de graça e que arque com qualquer informação errada que possa veicular.
Onde está a pesquisa? Onde está a entrevista e a formulação da matéria através de um profissional em comunicação? É mais fácil e barato pedir a um médico que assine uma coluna semanal sobre saúde. Escreva nela o que quiser, menos dor de cabeça para o editor que não precisa correr atrás de pautas e dinheiro economizado que seria pago a um profissional de comunicação.
Se o diploma de jornalismo se torna desnecessário para atuar como jornalista, ora, o que impede do advogado ensinar seu ofício ao filho? Deixe o garoto ler livros e mais livros de leis e depois coloque-o advogando ao seu lado. Para que pagar altas mensalidades durante cinco anos em uma instituição de ensino?
Mas no meio jurídico não funciona assim, não basta saber apenas, tem que ter a carteirinha da OAB conquistada a muito custo, e por essa organização podemos tirar o chapéu para os advogados.
No jornalismo não funciona assim, como já foi dito por profissionais na área: “Não é preciso ser jornalista para escrever em um jornal, basta que tenha um pouco de noção de língua portuguesa e que domine um pouco sobre o assunto”.
Melhor ainda se você for filho(a) de jornalista, basta ter o ensino médio para não fazer feio, vai para a tela direto.
O jornalismo ficou banalizado, não adianta lutar para ter o diploma reconhecido se qualquer um pode exercer a profissão de jornalista. Sem apoio dos veículos de comunicação, que deveriam exigir apenas jornalistas formados atuando em jornais e programas, acaba sendo o mesmo que colocar o Tiririca em um carrinho de rolimã para correr contra o Felipe Massa em um carro da fórmula 1. É entrar com a certeza de que vai rolar uma derrota feia por aí.
Quem está dentro, quer que o mundo se exploda, quem está fora, quer a regulamentação. Assim caminha a humanidade
Navegando contra a maré estão os veículos de comunicação. Não é raro encontrar artigos e mais artigos escritos por profissionais de diversas áreas nos vários veículos de comunicação impresso. A justificativa é que aquele profissional é formado em sua área de atuação e nada mais sensato que ele escreva de graça e que arque com qualquer informação errada que possa veicular.
Onde está a pesquisa? Onde está a entrevista e a formulação da matéria através de um profissional em comunicação? É mais fácil e barato pedir a um médico que assine uma coluna semanal sobre saúde. Escreva nela o que quiser, menos dor de cabeça para o editor que não precisa correr atrás de pautas e dinheiro economizado que seria pago a um profissional de comunicação.
Se o diploma de jornalismo se torna desnecessário para atuar como jornalista, ora, o que impede do advogado ensinar seu ofício ao filho? Deixe o garoto ler livros e mais livros de leis e depois coloque-o advogando ao seu lado. Para que pagar altas mensalidades durante cinco anos em uma instituição de ensino?
Mas no meio jurídico não funciona assim, não basta saber apenas, tem que ter a carteirinha da OAB conquistada a muito custo, e por essa organização podemos tirar o chapéu para os advogados.
No jornalismo não funciona assim, como já foi dito por profissionais na área: “Não é preciso ser jornalista para escrever em um jornal, basta que tenha um pouco de noção de língua portuguesa e que domine um pouco sobre o assunto”.
Melhor ainda se você for filho(a) de jornalista, basta ter o ensino médio para não fazer feio, vai para a tela direto.
O jornalismo ficou banalizado, não adianta lutar para ter o diploma reconhecido se qualquer um pode exercer a profissão de jornalista. Sem apoio dos veículos de comunicação, que deveriam exigir apenas jornalistas formados atuando em jornais e programas, acaba sendo o mesmo que colocar o Tiririca em um carrinho de rolimã para correr contra o Felipe Massa em um carro da fórmula 1. É entrar com a certeza de que vai rolar uma derrota feia por aí.
Quem está dentro, quer que o mundo se exploda, quem está fora, quer a regulamentação. Assim caminha a humanidade
sexta-feira, 27 de março de 2009
O poder do dinheiro
A agressão cometida pelo grande fenômeno do futebol Ronaldo (mais marketing que futebol) contra o jogador da Ponte Preta saiu barato, mesmo sendo explícita a intenção de chutar o jogador adversário, o fenomeno não recebeu sequer um cartão amarelo.
Aguardei a crítica de algum veículo de mídia. Nada, todos se curvaram e afirmaram o impossivel: "O Ronaldo não é disso, ele estava tentando chutar a bola, o adversário que a tirou do lugar".
Dinheiro compra tudo, até a ética e moral de comentaristas esportivos e jornalistas. Já foi a época em que se fazia noticia do jeito "doa a quem doer", hoje o jornalismo comercial fala mais alto. Distorça a história, interprete as palavras e deixe do jeito que o público quer.
Isso é o jornalismo atual. O que vende é mais importante do que a verdade.
Um dos episódios do novo Homem-Aranha retrata bem essa situação, o louco diretor do Clarim, na tentativa de acabar com a reputação do Homem Aranha acredita em um falsário que comete uma onda de furtos usando uma roupa parecida com a do herói, mas quando descoberta a verdade, pede uma retratação minúscula em um cantinho do jornal, para que poucos percebam.
Herói que vira vilão, mesmo que seja um imitador, vende jornal, mas a verdade sobre um novo bandido a solta, não vende, é apenas mais um roubando.
Não há veículo de comunicação imparcial.
Existe apenas uma grande rede de "defesa de interesses".
Aguardei a crítica de algum veículo de mídia. Nada, todos se curvaram e afirmaram o impossivel: "O Ronaldo não é disso, ele estava tentando chutar a bola, o adversário que a tirou do lugar".
Dinheiro compra tudo, até a ética e moral de comentaristas esportivos e jornalistas. Já foi a época em que se fazia noticia do jeito "doa a quem doer", hoje o jornalismo comercial fala mais alto. Distorça a história, interprete as palavras e deixe do jeito que o público quer.
Isso é o jornalismo atual. O que vende é mais importante do que a verdade.
Um dos episódios do novo Homem-Aranha retrata bem essa situação, o louco diretor do Clarim, na tentativa de acabar com a reputação do Homem Aranha acredita em um falsário que comete uma onda de furtos usando uma roupa parecida com a do herói, mas quando descoberta a verdade, pede uma retratação minúscula em um cantinho do jornal, para que poucos percebam.
Herói que vira vilão, mesmo que seja um imitador, vende jornal, mas a verdade sobre um novo bandido a solta, não vende, é apenas mais um roubando.
Não há veículo de comunicação imparcial.
Existe apenas uma grande rede de "defesa de interesses".
quinta-feira, 26 de março de 2009
Regras para games coop
Todo mundo já jogou algum game coop, principalmente os de tiro (FPS), mas o que muita gente não sabe é que existem certas regras para um melhor desenvolvimento do jogo. É como comer feijoada sem os ingredientes da mistura ou o Lula sem dizer "eu não sabia" e "nunca neste governo".

Left 4 Dead vem fazendo um imenso sucesso, e não é para menos, o game mistura tudo que há de bom em um jogo de tiro: É em estilo First Person Shoot (tiro em primeira pessoa), é cooperativo e tem inimigo pra dar com o pau.
Vamos ver algumas regras:
1 - Você não precisa ser o Chuck Norris ou o Rambo neste game, afinal, o proprio game dá a opção de jogo como "cooperative mode", isso quer dizer: "um por todos e todos por um". Mais ou menos como rola no PT, se um rouba, todo mundo pega um pouco.
A idéia de coop vem desde o Counter-Strike, uma formação de combate precisa ajuda a vencer os inimigos e chegar com segurança ao seu objetivo.
2 - Conheça o mapa em que está jogando, não adianta sair às cegas achando que o caminho é por ali ou acolá, imagine que o cenário é uma garota e se você a levar para a cama pela primeira vez sem saber sua anatomia, pode ser que você solte uma expressão do tipo "nossa, achei que você também teria um pinto". Mesmo que jogue no modo easy apenas para entender o estágio, faça, por que no expert o zumbi pega, aí se seguir por um caminho errado, já era meu filho. o zumbi te come, no sentido literal.
3 - Concentração Daniel-San!
O game requer concentração, errou quem pensa que jogos eletrônicos são meramente diversões sem fundamento algum. Tudo na vida requer estratégias e atenção. Igual a garota que consegue dirigir e ler 100 placas de liquidação e promoção no trajeto do salão de cabelereira para casa. O melhor método para se concentrar no game é usar headphones, não ligue videos pornôs, horario eleitoral, Hebe, Mutantes ou qualquer outra besteira na tv durante uma partida de game. Preste atenção nos sons do jogo que um arroto pode ser a diferença entre sua vida e a morte do personagem.
4 - Você deixaria teu irmãozinho de 1 anos se divertir com seu PSP na sacada do apartamento? Pois então, não dê muito poder de fogo a um novato. A shotgun é a arma que mais faz estragos no grupo, os tiros podem atingir sua equipe, então, como não existem apenas areas abertas no jogo, manda uma metranca na mão dos novatos até que eles entendam melhor o game e aprendam como reagir nas diversas situações do jogo.
5 - Não deixe o orgulho tomar conta de você, imagine que você tenha levado altos tocos daquela garota mais gata do colégio, agora você descolou um carrão ela começa a reparar em você e vem dizer "sempre te achei bonitihno mas nunca tive coragem de chegar". Aproveita e dá uns amassos fio, mas usa camisinha pra não cair no golpe da bonitinha ordinária. em Left 4 Dead você vai precisar pedir socorro muitas vezes, e não hesite em pedir, e quem ouvir, não pense duas vezes em ajudar, pois um survivor pode ser facilmente derrotado, mas um grupo completo pode zerar o estágio.
6 - Left 4 Dead deixa você ir ao banheiro, não vai ser uma diarréia que vai ferrar com o grupo, você pode deixar seu personagem nas mãos da A.I. e correr pro cagão. Quando voltar, poderá assumir o jogo de onde ele estiver.
7 - Todo mundo já foi noob um dia. Ninguém nasceu jogando game a não ser que a mãe tenha escondido um notebook ou uma tv de plasma com um Xbox dentro da perseguida enquanto você estava sendo gerado. Portanto, ajude quem precisa ser ajudado, se o cara não sabe jogar bem, ajude-o, uma das coisas mais legais do game são as amizades cativadas devido aos games. e lembre-se, mestre é aquele que ensina, não o que leva a sabedoria para o túmulo.

Não deixe ninguem para trás, ajude a gatinha a subir.
O game é rico em detalhes, mas será que algum baitolo ajudou a desenvolver o jogo? Ou o Louis está carregando um pente extra aqui?
domingo, 22 de março de 2009
Nova atualização do Gunbound promete agitar a diversão
Release direto da Ongame
O jogo Gunbound, publicado no Brasil pela Ongame, sucesso desde 2004 entre os brasileiros, está de cara nova, desde ontem (quarta-feira, 18 de março de 2009), os jogadores poderão baixar a nova atualização do jogo, que estará disponível via patch automático e esta recheada de novidades.
O avatar shop está totalmente reformulado, ficando muito mais “user friendly” e de fácil manuseio para os iniciantes, também será possível organizar todos os seus itens baseado no status, por ordem alfabética e até procurar um avatar especifico pelo nome, digitando na caixa de texto.
Um novo sistema de “pets” vai estar dentro dessa nova atualização, esse sistema garante ao jogador a chance de comprar animais de estimação, se forem bem tratados, eles poderão ajudar os usuários em suas batalhas.
Ainda na lista de atualizações do Gunbound, os jogadores, além dos mobiles já conhecidos, terão outros três novos à sua disposição, Wolf; um orgulhoso lobo, Frank; o assustador frankstein e a Blue Whale; uma simpática baleia azul.
O novo sistema de cartas de mobile vai dar ao usuário a oportunidade de deixar seus personagens ainda mais poderosos, podendo evoluir os níveis de seus móbiles, para isso basta comprar um deck de cartas dentro do jogo, com o card em mãos, o usuário ainda pode evoluir essas cartas usando as jóias de encantamento, que é um sistema de aperfeiçoamento de card.
Quem já é fera no jogo vai notar algumas diferenças na aparência de seu personagem dentro do jogo, agora todos que forem de level alto serão diferenciados, emitindo uma aura de poder para mostrar a todos os outros jogadores o quão forte esse usuário é dentro do jogo.
Pensando na segurança e no divertimento de todos os usuários, a Ongame investiu pesado em segurança, e com essa nova atualização iremos bloquear todos os cheats que atualmente alguns usuários mal intencionados vêm usando, isso significa mais segurança pro usuário.
As novidades não terminam aqui Para combinar com a nova atualização do jogo, o site do Gunbound também estará de roupa nova e com muito mais informação para os jogadores.
Um novo fórum, muito mais rápido e pratico foi lançado para que os usuários troquem experiências e façam novos amigos. Com conteúdo muito mais completo para ajudar aqueles que não sabem o funcionamento dos novos EX2 itens ou tem qualquer outra duvida sobre o jogo.
Nova tabela de níveis atualizada com os novos leveis e suas recompensas ao evoluir e também um manual explicando passo a passo como fazer o tutorial e conseguir pegar as recompensas.
O jogo Gunbound, publicado no Brasil pela Ongame, sucesso desde 2004 entre os brasileiros, está de cara nova, desde ontem (quarta-feira, 18 de março de 2009), os jogadores poderão baixar a nova atualização do jogo, que estará disponível via patch automático e esta recheada de novidades.
O avatar shop está totalmente reformulado, ficando muito mais “user friendly” e de fácil manuseio para os iniciantes, também será possível organizar todos os seus itens baseado no status, por ordem alfabética e até procurar um avatar especifico pelo nome, digitando na caixa de texto.
Um novo sistema de “pets” vai estar dentro dessa nova atualização, esse sistema garante ao jogador a chance de comprar animais de estimação, se forem bem tratados, eles poderão ajudar os usuários em suas batalhas.
Ainda na lista de atualizações do Gunbound, os jogadores, além dos mobiles já conhecidos, terão outros três novos à sua disposição, Wolf; um orgulhoso lobo, Frank; o assustador frankstein e a Blue Whale; uma simpática baleia azul.
O novo sistema de cartas de mobile vai dar ao usuário a oportunidade de deixar seus personagens ainda mais poderosos, podendo evoluir os níveis de seus móbiles, para isso basta comprar um deck de cartas dentro do jogo, com o card em mãos, o usuário ainda pode evoluir essas cartas usando as jóias de encantamento, que é um sistema de aperfeiçoamento de card.
Quem já é fera no jogo vai notar algumas diferenças na aparência de seu personagem dentro do jogo, agora todos que forem de level alto serão diferenciados, emitindo uma aura de poder para mostrar a todos os outros jogadores o quão forte esse usuário é dentro do jogo.
Pensando na segurança e no divertimento de todos os usuários, a Ongame investiu pesado em segurança, e com essa nova atualização iremos bloquear todos os cheats que atualmente alguns usuários mal intencionados vêm usando, isso significa mais segurança pro usuário.
As novidades não terminam aqui Para combinar com a nova atualização do jogo, o site do Gunbound também estará de roupa nova e com muito mais informação para os jogadores.
Um novo fórum, muito mais rápido e pratico foi lançado para que os usuários troquem experiências e façam novos amigos. Com conteúdo muito mais completo para ajudar aqueles que não sabem o funcionamento dos novos EX2 itens ou tem qualquer outra duvida sobre o jogo.
Nova tabela de níveis atualizada com os novos leveis e suas recompensas ao evoluir e também um manual explicando passo a passo como fazer o tutorial e conseguir pegar as recompensas.
terça-feira, 3 de março de 2009
Afundação - A Febem dentro das muralhas
Elaborei este TCC em 2006, ano em que me formei em Jornalismo, achei que um trabalho bem desenvolvido poderia abrir várias portas no meio da comunicação, bom, aí estava meu primeiro engano. Nada pode competir com bundas, peitos e indicações. Apesar de não ter encontrado vagas para jornalista imparcial, não me arrependo em momento algum das decisões que tomei. Dá-lhe concurso público de novo.
Boa leitura.
21 de Dezembro de 2001, 6h50 da manhã. Eu dirigia um velho Del Rey prata, que pertencia ao seu pai, por uma estrada de terra tão estreita que, em alguns trechos, dois carros não passariam juntos sem deixar os retrovisores no chão como espólios de guerra. O barranco com pouco mais de três metros de altura acompanhava quase toda a extensão da estrada como um pequeno canyon. Em uma parte mais baixa do trajeto, a água das chuvas formava uma pequena lagoa que servia de bebedouro para pequenos animais, dali já era possível enxergar uma caixa d’agua em formato cilíndrico que servia como ponto de referência para localizar a Febem.
Estacionei o veículo em frente a um canteiro mal cuidado onde alguns pequenos tufos de mato cresciam sem qualquer simetria. No centro, um poste de iluminação solitário servia como um cartão de boas vindas. Ainda dentro do carro eu observava uma imensa muralha chupiscada de oito metros de altura, no canto esquerdo um portão grande e azul identificava o que poderia ser entrada de veículos, logo ao lado estava uma pequena guarita com vidros largos onde podia observar, dentro dela, duas pessoas com fardas azuis.
Desci do carro não muito convicto, caminhei com passos curtos e lentos até a pequena porta eletrônica, imaginava se não seria melhor deixar aquilo tudo e voltar para a segurança da minha casa. Um vigilante acenou de dentro da guarita pedindo que me comunicasse pelo interfone. Após a identificação feita e confirmada na relação de novos funcionários, a porta se abriu com um ruído elétrico revelando um pequeno corredor que não deveria ter mais de um metro e meio de largura e três de comprimento. O vigilante, após uma breve apresentação pessoal, explicou alguns procedimentos de revista a serem feitos, os quais não passavam de algumas batidas nas laterais das pernas e cintura. A saída do pequeno corredor ficava próxima da caixa d’agua que servia de referência e mais uma muralha se erguia à direita, um pouco mais baixa que a primeira. Segui caminhando por uma calçada. Do lado esquerdo existia um cercado de grades metálicas azuis com um portão. Dentro dele estava um furgão tipo Van estacionado. Um pequeno trecho cimentado mostrava que os veículos poderiam seguir um pouco mais adiante, do outro lado, onde deveria ser um jardim, apenas terra vermelha e muitas pedras. O silêncio era desesperador, como se caminhasse direto para algum tipo de emboscada como nos antigos filmes de bang-bang que meu pai assistia. Às vezes sentia que era observado por uma matilha faminta aguardando o momento certo para atacar sua presa.
Caminhando mais alguns metros, cheguei até um prédio menor, uma porta dupla metade acrílico metade metal dava acesso ao prédio e a um corredor de 15 metros, por sua extensão algumas portas distribuídas, era o prédio onde funcionava a parte burocrática. Do lado direito, acima de cada uma delas lia-se “Secretaria”, “Administrativo”, “Técnicas” “banheiros”, “copa” e ao fundo uma porta dupla de metal onde lia-se “Cozinha”, no outro lado do corredor estavam os banheiros designados á direção, um relógio de ponto e um mural, mais adiante o refeitório dos funcionários.
Ali um velho conhecido me aguardava. Cachimbão era um dos coordenadores de turno, ganhou o apelido pelo seu status entre os demais funcionários e por ser o mais antigo na função. Não deveria ter mais que 1,77 metros de altura, cabelos loiros e curtos, a impressão de ser forte foi comprovada com um aperto de mão que mais parecia um espremedor de limões massacrando um pequeno taiti, isso me fez lembrar da lenda onde dizia que o coordenador derrubava um boi com as mãos, talvez não fosse exagero.
- Iaê Japa, firmeza?
Um aceno com a cabeça foi o suficiente para demonstrar a “firmeza” que sentia naquele momento.
Nunca havia entrado em um lugar daqueles, tudo ali parecia novidade, juntei-me a um grupo de cinco pessoas, nos sentamos no chão próximo à porta de acesso ao prédio administrativo, éramos todos funcionários novos, trocamos poucas palavras, todos pareciam um tanto receosos com a idéia de trabalhar naquele lugar, mas já que prestaram o concurso, não havia outra opção, afinal, não foi a Febem que os recrutou em casa ou quando tomavam um choppinho em um happy hour. Os outros novatos eram de profissões diferentes do setor de segurança como taxista ou vendedor de colchões, apenas dois haviam trabalhado como vigilantes em empresas e boates. Nos entregaram algumas folhas xerocadas onde lia-se “Regras e Normas”, ali constava tudo o que se podia ou não fazer dentro da unidade, nada de muito interessante naquele momento, estávamos mais preocupados em observar aquele local. Cachimbão veio ao encontro do grupo.
- Eaê rapaziada, vamo acordá os vagabundos?
Boa leitura.
Capítulo 1 - O primeiro dia
21 de Dezembro de 2001, 6h50 da manhã. Eu dirigia um velho Del Rey prata, que pertencia ao seu pai, por uma estrada de terra tão estreita que, em alguns trechos, dois carros não passariam juntos sem deixar os retrovisores no chão como espólios de guerra. O barranco com pouco mais de três metros de altura acompanhava quase toda a extensão da estrada como um pequeno canyon. Em uma parte mais baixa do trajeto, a água das chuvas formava uma pequena lagoa que servia de bebedouro para pequenos animais, dali já era possível enxergar uma caixa d’agua em formato cilíndrico que servia como ponto de referência para localizar a Febem.
Estacionei o veículo em frente a um canteiro mal cuidado onde alguns pequenos tufos de mato cresciam sem qualquer simetria. No centro, um poste de iluminação solitário servia como um cartão de boas vindas. Ainda dentro do carro eu observava uma imensa muralha chupiscada de oito metros de altura, no canto esquerdo um portão grande e azul identificava o que poderia ser entrada de veículos, logo ao lado estava uma pequena guarita com vidros largos onde podia observar, dentro dela, duas pessoas com fardas azuis.
Desci do carro não muito convicto, caminhei com passos curtos e lentos até a pequena porta eletrônica, imaginava se não seria melhor deixar aquilo tudo e voltar para a segurança da minha casa. Um vigilante acenou de dentro da guarita pedindo que me comunicasse pelo interfone. Após a identificação feita e confirmada na relação de novos funcionários, a porta se abriu com um ruído elétrico revelando um pequeno corredor que não deveria ter mais de um metro e meio de largura e três de comprimento. O vigilante, após uma breve apresentação pessoal, explicou alguns procedimentos de revista a serem feitos, os quais não passavam de algumas batidas nas laterais das pernas e cintura. A saída do pequeno corredor ficava próxima da caixa d’agua que servia de referência e mais uma muralha se erguia à direita, um pouco mais baixa que a primeira. Segui caminhando por uma calçada. Do lado esquerdo existia um cercado de grades metálicas azuis com um portão. Dentro dele estava um furgão tipo Van estacionado. Um pequeno trecho cimentado mostrava que os veículos poderiam seguir um pouco mais adiante, do outro lado, onde deveria ser um jardim, apenas terra vermelha e muitas pedras. O silêncio era desesperador, como se caminhasse direto para algum tipo de emboscada como nos antigos filmes de bang-bang que meu pai assistia. Às vezes sentia que era observado por uma matilha faminta aguardando o momento certo para atacar sua presa.
Caminhando mais alguns metros, cheguei até um prédio menor, uma porta dupla metade acrílico metade metal dava acesso ao prédio e a um corredor de 15 metros, por sua extensão algumas portas distribuídas, era o prédio onde funcionava a parte burocrática. Do lado direito, acima de cada uma delas lia-se “Secretaria”, “Administrativo”, “Técnicas” “banheiros”, “copa” e ao fundo uma porta dupla de metal onde lia-se “Cozinha”, no outro lado do corredor estavam os banheiros designados á direção, um relógio de ponto e um mural, mais adiante o refeitório dos funcionários.
Ali um velho conhecido me aguardava. Cachimbão era um dos coordenadores de turno, ganhou o apelido pelo seu status entre os demais funcionários e por ser o mais antigo na função. Não deveria ter mais que 1,77 metros de altura, cabelos loiros e curtos, a impressão de ser forte foi comprovada com um aperto de mão que mais parecia um espremedor de limões massacrando um pequeno taiti, isso me fez lembrar da lenda onde dizia que o coordenador derrubava um boi com as mãos, talvez não fosse exagero.
- Iaê Japa, firmeza?
Um aceno com a cabeça foi o suficiente para demonstrar a “firmeza” que sentia naquele momento.
Nunca havia entrado em um lugar daqueles, tudo ali parecia novidade, juntei-me a um grupo de cinco pessoas, nos sentamos no chão próximo à porta de acesso ao prédio administrativo, éramos todos funcionários novos, trocamos poucas palavras, todos pareciam um tanto receosos com a idéia de trabalhar naquele lugar, mas já que prestaram o concurso, não havia outra opção, afinal, não foi a Febem que os recrutou em casa ou quando tomavam um choppinho em um happy hour. Os outros novatos eram de profissões diferentes do setor de segurança como taxista ou vendedor de colchões, apenas dois haviam trabalhado como vigilantes em empresas e boates. Nos entregaram algumas folhas xerocadas onde lia-se “Regras e Normas”, ali constava tudo o que se podia ou não fazer dentro da unidade, nada de muito interessante naquele momento, estávamos mais preocupados em observar aquele local. Cachimbão veio ao encontro do grupo.
- Eaê rapaziada, vamo acordá os vagabundos?
As escovas de dentes descartáveis, mas que deveriam durar mais de 2 meses, eram guardadas em furos feitos nas paredes dos módulos. Por motivos de segurança, uma vez que internos afiam seus cabos a fim de fazer pequenas lanças de plástico, por outro lado, higiene zero. cada interno identifica sua escova de acordo com a numeração colocada acima, fixada por um pedaço de fita adesiva.
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